domingo, 5 de dezembro de 2010

Reunião do Conselho do FUMAC - Cerro Corá/RN





Nesta segunda feira 06/12/2010, ás 9:00 h, no Plenário do Sindicato dos Trabalhores (as) Rurais de Cerro Corá haverá reunião com os Conselheiros do FUMAC, a mesma foi convocada através do seu atual presidente o Sr. Adevaldo Oliveira com a finalidade de prestar contas e deliberar matérias de interesse das Associações.

Pesquisa da EMPRAPA realiza teste de novas formulações de farinha a base de frutas
















         Encontrar uma formulação de farinha mista de banana e castanha-do-brasil ideal para o consumo de crianças em idade escolar. Com esse objetivo a Embrapa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realiza os primeiros testes sensoriais com quatro novas formulações do produto. Os objetivos do experimento é desenvolvimento de uma formulação resultante da mistura das farinhas de banana e castanha, para industrialização, visando à sua incorporação no cardápio da merenda escolar. Os testes com as novas formulações envolvem a participação de estudantes de diversas escolas e visam validar a aceitação do produto no mercado. “A combinação que mais agradar passará por outras análises, incluindo as propriedades físico-químicas (granulometria, proteínas, lipídios, amido, açúcares e outras características nutricionais), além de testes com embalagens”,  explica o analista da Embrapa Acre Vlayrton Maciel.
         O  projeto também vem estudando outros aspectos dessas formulações como o tempo de prateleira.
A farinha mista de banana e castanha-do-brasil  foi  desenvolvida pela Embrapa Acre como alternativa para agregar valor a estes produtos e ampliar o seu consumo dentro e fora do Estado.  Os estudos coordenados pela pesquisadora Joana Leite, responsável pela área de tecnologia de alimentos da Unidade, resultaram em uma mistura que reúne o sabor exótico e as propriedades nutritivas de dois produtos regionais, bastante consumidos pela população local e de outros estados. “Até então, utilizamos apenas uma formulação composta por 28% de farinha de banana e 20% de farinha de castanha. A idéia é chegar uma mistura saborosa, de baixo custo e elevado valor nutricional, a partir de produtos abundantes na região, para uso na alimentação infantil”, explica Rejane Neiva.
        
        A busca por alimentos saudáveis coloca cada vez mais os produtos regionais na mesa do consumidor. A banana está entre as frutas mais consumidas no mundo, tanto pelo sabor que agrada aos paladares mais exigentes, seja in natura ou em pratos variados, como pelas propriedades nutricionais que apresenta.  Fonte de vitaminas e potássio, seu consumo regular proporciona benefícios à saúde humana, ajudando a prevenir doenças. No caso da castanha, produto tipicamente regional, a amêndoa é rica em vitaminas, proteínas, lipídios, gorduras, carboidratos, fibras, magnésio, potássio e selênio - mineral que ajuda no combate aos radicais livres. Em quantidades adequadas, pode ajudar no combate à desnutrição infantil e na prevenção de doenças do coração e de alguns tipos de câncer.
       
A farinha mista pode ser utilizada no preparo de alimentos como mingau, bolos, biscoitos e pães.  

Contag faz avaliação dos seis anos do Plano Nacional de Biodiesel


A evolução da agricultura familiar no Plano Nacional de Biodiesel foi um dos temas de destaque no 4º Fórum de Debates do Blog brasilianas.org, do jornalista Luis Nassif, em São Paulo. Na ocasião, representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Embrapa Biodiesel apresentaram dados que mostram o avanço do programa e a inclusão da agricultura familiar. Atualmente, 109 mil famílias estão envolvidas nesta atividade e a expectativa do governo é que esse número salte para 570 mil famílias até 2020.
Os dados também indicam que 20% da matéria-prima para fabricação de biodiesel no Brasil vêm da agricultura familiar. Porém, apesar do avanço, o secretário de Política Agrícola da Contag, Antoninho Rovaris, alerta para outros pontos que devem ser fortalecidos. “Existe uma evolução bastante interessante com relação à gordura animal e ao algodão, que há três anos era pouco usado. Porém é preciso aumentar a participação de outras oleaginosas para aumentar essa cesta de ofertas”.
O dirigente também chama a atenção para a necessidade de se aprimorar alguns aspectos do plano. “Hoje, temos uma assistência técnica melhor, porém, ainda falta o insumo fundamental dentro desse processo que é uma política pública de recuperação de solo e de sementes certificadas para aumentar o volume de outras oleaginosas”, afirma Rovaris.
O sindicalista comenta, ainda, a proposta de alteração da porcentagem de biodiesel no diesel apresentada pelas indústrias. “Nós só admitiríamos algum tipo de aumento que garanta a diversificação da cadeia. As indústrias estão com esse pleito em função da capacidade instalada e o aumento de 3 para 5% já foi para atender a necessidade delas indústrias e não da agricultura familiar”, sustenta.
O objetivo inicial do Plano Nacional de Biodiesel era expandir a produção, incentivar a diversificação de cultivares e promover inclusão social a partir da agricultura familiar. Porém, passados seis anos, a diversificação de cultivares ainda é pequena. A soja continua sendo o carro-chefe, que atende 81% da demanda, seguida da gordura animal, com 15,6%, e o algodão, com apenas 3,6%. A Embrapa Biodiesel também revela que o país produz atualmente 2,3 bilhões de litros de biodiesel por ano.
 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Crédito Rural - PRONAF

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País.
O acesso ao Pronaf inicia-se na discussão da família sobre a necessidade do crédito, seja ele para o custeio da safra ou atividade agroindustrial, seja para o investimento em máquinas, equipamentos ou infraestrutura de produção e serviços agropecuários ou não agropecuários.
Após a decisão do que financiar, a família deve procurar o sindicato rural ou a Emater para obtenção da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), que será emitida segundo a renda anual e as atividades exploradas, direcionando o agricultor para as linhas específicas de crédito a que tem direito. Para os beneficiários da reforma agrária e do crédito fundiário, o agricultor deve procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou a Unidade Técnica Estadual (UTE).
O agricultor deve estar com o CPF regularizado e livre de dívidas. As condições de acesso ao Crédito Pronaf, formas de pagamento e taxas de juros correspondentes a cada linha são definidas, anualmente, a cada Plano Safra da Agricultura Familiar, divulgado entre os meses de junho e julho.

Suinocultura cresce em 2010 embalada pelo mercado interno




Vendas da carne no país saltaram de 3,19 milhões para 3,24 milhões de toneladas no ano
A cadeia de suínos do Brasil avançou neste ano. O destaque foi a forte expansão do consumo interno, que cresceu quase 15%, além da elevação dos preços nos mercados interno e externo. No caso das exportações, a estimativa da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) é de o ano fechar com um faturamento de US$ 1,4 bilhão, contra US$ 1,27 bilhão de 2009. Houve queda no volume exportado, de 607 mil toneladas, no ano passado, para as atuais 562 mil toneladas, o que foi compensado pela evolução das cotações.

Assim, as indústrias exportadoras brasileiras do setor conseguiram lucro de US$ 130 milhões em 2010 sobre o ano anterior. “A indústria pena com o câmbio. A agropecuária não”, afirma Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs. “Foi um ano bom principalmente pelo fato de os Estados Unidos liberarem a importação de carne suína e bovina in natura do estado de Santa Catarina, o que nos dá credibilidade para o avanço sobre outros países que são fortes consumidores”, disse.

A oferta de suínos para abate aumentou 1,8%, saltando de 33,8 milhões de cabeças de 2009 para 34,4 milhões de cabeças. A produção também cresceu: de 3,19 milhões de toneladas para 3,24 milhões de toneladas.

Segundo Camargo Neto, não há sinalização de mudanças significativas para 2011. “A oferta tende a continuar ajustada à demanda”, diz. O representante da Abipecs acredita, no entanto, que o mercado interno vai se expandir devido à melhora no poder aquisitivo do brasileiro. Ele adianta que a abertura do mercado dos Estados Unidos às exportações de Santa Catarina é um importante aval para as negociações que continuarão em 2011, sobretudo com os demais membros do Nafta (Canadá e México), com países centro-americanos e, principalmente, com os países asiáticos. Ponto negativo, sob o olhar de Camargo Neto, será a alta nos custos devido ao encarecimento dos preços internacionais dos grãos.

O presidente da Abipecs aprova os escolhidos pela presidente eleita Dilma Rousseff para comandar a economia no seu mandato que começa em janeiro próximo. “Acho que quase nada muda e isso é bom”, afirmou.

Futuro do Protocolo de Kyoto abre dúvidas na COP-16

Estados Unidos e China são desfavoráveis a políticas mais fortes de combate às mudanças climáticas
"Estamos dispostos a considerar um segundo período de compromissos", disse Peter Wittoeck, porta-voz da UE


O Protocolo de Kyoto, único tratado internacional de redução de emissões que existe atualmente, perdeu apoio na 16ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança Climática (COP-16) realizada em Cancún, México. Desde seu lançamento em 1997, o protocolo gerou críticas e descontentamento, especialmente por parte dos Estados Unidos. Naquele ano, o país assinou o tratado, mas nunca o ratificou. Nesta COP-16, busca-se atualizá-lo para tentar salvar alguns dos instrumentos que podem ser melhorados.


O Japão, por exemplo, já se mostrou contrário a uma segunda fase do protocolo, mas não se opôs à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que busca estabilizar as concentrações de gases poluentes na atmosfera.


A postura japonesa implica que, além de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto, deve haver melhoras e compromissos de todos, especialmente da China, para a qual congelar a segunda fase impõe problemas.


Segundo o chefe dos negociadores da China, Su Wei, o protocolo é o pilar indispensável do sistema. "Se colapsar, acho que as consequências serão sentidas na arquitetura da mudança climática. Se cogitarmos barrar o protocolo, não acho que daremos nenhum passo adiante", concluiu.


A Aliança de Pequenos Estados Insulares (AOSIS), que aglutina 43 pequenos países-ilha, entre eles os que correm mais riscos com o efeito da alta do nível do mar, já expressou seu desgosto com a lentidão nas negociações sobre o futuro do Protocolo de Kyoto.




Mediação
A União Europeia (UE) mediou nesta quinta-feira (03/12) as discussões sobre o assunto, situando-se a meio caminho entre Japão e os países em desenvolvimento. "Estamos dispostos a considerar um segundo período de compromissos", desde que o compromisso "possa garantir que haverá ações para solucionar o problema climático", indicou Peter Wittoeck, porta-voz da UE na COP-16.


A UE acredita que é possível "sair da encruzilhada" entre as duas posições e assinala que é necessário "melhorar a integridade ambiental" do protocolo, cujas regras e mecanismos, como os mercados de carbono, não estão funcionando tão bem como poderiam.


Um dos países de referência em Cancún, o Brasil, está muito atento ao que pode acontecer com Kyoto-2, e teme que uma falta de acordos sobre novos compromissos e ações dos países mais e menos desenvolvidos conduza a um fracasso da COP-16. O Brasil apoia um segundo período de Kyoto no qual se estabeleçam metas de redução de emissões de 25% a 40%, frente aos níveis de emissão de 1990, tal como recomenda o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).
Fonte: Revista Globo Rural

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ater: MDA publica 15 novas chamadas públicas para Territórios da Cidadania e Semiárido

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) inicia nesta terça (30) a quarta etapa da implementação da Lei 12.188/10 de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) de 15 chamadas públicas (http://www.mda.gov.br/portal/institucional/Chamada_de_ATER) para prestação de serviços em municípios dos Territórios da Cidadania e do Semiárido brasileiro. Os trabalhos estão orçados em aproximadamente R$ 28 milhões e vão beneficiar 31 mil famílias de agricultores familiares.
Serão sete chamadas direcionadas a 14.230 famílias de agricultores familiares nos Territórios da Cidadania e oito para atender a 16.926 agricultores na região do Semiárido do Nordeste. As chamadas públicas estão disponíveis no portal do MDA (www.mda.gov.br), e as entidades terão 30 dias para apresentar projetos, contados a partir da data de publicação no DOU. O prazo final para o envio de projetos para esta quarta etapa é dia 30 de dezembro.
Segundo o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria da Agricultura Familiar (Dater/SAF) do MDA, Argileu Silva, o foco na demanda efetiva dos agricultores familiares permite que os serviços de assistência técnica e extensão rural sejam, cada vez mais, um elemento estratégico no processo de desenvolvimento sustentável.
A seleção das propostas será baseada em critérios exclusivamente técnicos, valorizando a entidade que tenha experiência em atividades de ATER, que apresente metodologia de trabalho compatível com a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar (Pnater) e o currículo da equipe técnica. Só poderão apresentar propostas as entidades previamente credenciadas nos Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS).
A prestação de serviços será fiscalizada pelas Delegacias Federais do Desenvolvimento Agrário (DFDA) nos estados. O público beneficiário e o valor da prestação dos serviços já foram determinados pelo MDA.
Credenciamento de entidades
A nova ATER começou a ser implementada em julho de 2010. A primeira e segunda etapas de publicação de chamadas totalizaram 86 editais para a prestação de serviços de Ater. A nova ATER foi criada pela Lei 12.188/10, que institui a Pnater e cria o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater).
O MDA, em conjunto com os Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), está credenciando instituições encarregadas de executar a assistência técnica.
Para se cadastrar, a instituição poderá ter ou não fins lucrativos, deverá atuar no estado em que solicitar o credenciamento e ter pessoal capacitado para esse trabalho. Deverá, ainda, estar legalmente constituída há mais de cinco anos, caso não seja entidade pública. Mais informações sobre o credenciamento: http://www.mda.gov.br/portal/institucional/novaleideater

Mercado - Preço de alimentos atinge maior alta em 28 meses







Segundo FAO, elevação se deve à valorização global das cotações dos cereais, do açúcar e dos óleos vegetais
O índice de preço do trigo subiu 5,11 pontos em novembro, a 210,08, aumento de 59% desde junho

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou nesta quarta-feira (01/12) que o índice mensal de preço dos alimentos subiu para o nível mais alto em 28 meses, devido à valorização global das cotações dos cereais, do açúcar e dos óleos vegetais. O indicador em novembro subiu 3,7% ante o mês anterior, para 205,44, o maior patamar desde julho de 2008 e apenas oito pontos abaixo do pico atingido em junho do mesmo ano. Este foi o quinto mês seguido de alta.

O índice medido pela FAO é um termômetro da variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de commodities agrícolas. Ele é acompanhado de perto por analistas e investidores. Houve um avanço generalizado nos preços de quase todos os principais itens alimentícios, exceto produtos de carne.

O indicador dos cereais saltou para 225 em novembro, maior nível em 26 meses e 2,3% acima da leitura divulgada em outubro. O do açúcar teve alta de 7,3% no período, alcançando o recorde de 375, e o de óleos e gorduras aumentou 10,5%, para 243. A FAO também ajustou o índice de preço dos produtos lácteos para 207,79, enquanto o da carne ficou praticamente inalterado em 138,53.

Condições climáticas adversas - ou muito secas ou excessivamente úmidas - afetaram os principais produtores e exportadores de alimentos ao redor do mundo, incluindo Rússia, Ucrânia, Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Paquistão, Argentina e países do Sudeste Asiático.

"Diferentemente das altas anteriores, quando os preços dispararam por um ou dois meses e depois recuaram significativamente, agora os preços estão permanecendo em torno das máximas por um período de tempo muito maior", disse Abdolreza Abbassian, secretário do Grupo Intergovernamental para Grãos da FAO. Para Abbassian, “o mundo conseguiu absorver o impacto de estiagens e inundações nas principais regiões agrícolas em 2010, mas não pode se dar ao luxo de ter outra rodada de catástrofes relacionadas ao clima”.

Abbassian manifestou preocupação com relação à queda no plantio de trigo de inverno da Rússia neste ano, dizendo que o tamanho da safra russa continuará incerto até meados de 2011. O índice de preço do trigo subiu 5,11 pontos em novembro, a 210,08, aumento de 59% desde junho. Os preços dos grãos continuarão elevados ou subirão ainda mais pelo menos até setembro do ano que vem por causa do baixo nível dos estoques atualmente, explicou ele. "O milho é a safra que precisamos monitorar de perto por causa da redução acentuada dos estoques e da forte demanda nos Estados Unidos e para exportação", disse o secretário.

Fonte: Revista Globo Rural